Grande distribuição britânica<br>explora mulheres no Bangladesh
Uma organização internacional acusou as cadeias de supermercados britânicos Tesco e Asda (filial do grupo americano Wal-Mart) e a rede de lojas Primark de explorar escandalosamente mão-de-obra feminina em fábricas de vestuário no Bangladesh.
Num relatório divulgado, dia 8, sob o título «Vítimas da Moda» (Fashion Victims), a referida organização (War On Want), que luta contra a pobreza no mundo, afirma que os grupos britânicos subcontrataram seis fábricas naquele país que empregam mais de cinco mil operários, na sua maioria mulheres.
Ali, mesmo as profissões mais bem pagas auferem salários irrisórios no valor de 16 libras (23,7 euros) por mês, o que corresponde a cerca de sete cêntimos por cada hora das 80 semanais que cumprem regularmente.
O documento nota que os salários praticados estão muito abaixo das 22 libras (32,5 euros) que os citados grupos se tinham comprometido a pagar aos operários e que corresponde ao mínimo vital no Bangladesh. Na realidade, segundo o relatório, o leque salarial começa nas oito libras (11 euros) mensais.
A questão do horário de trabalho é outra das denúncias dos autores do documento. Apesar de as três empresas de distribuição declararem que apenas excepcionalmente são ultrapassadas as 48 horas, o relatório que garante que foram interrogadas pessoas que trabalham até 96 horas por semana sem direito a nenhum dia de folga. O trabalho extraordinário, que frequentemente não é pago, chega a atingir as 140 horas mensais.
Já em Outubro passado, a estação televisiva Channel Four abordara o tema mostrando crianças a laborar nas fábricas do Bangladesh fornecedoras da Tesco, grupo que possui 563 supermercados no Reino Unido. O mercado britânico de vestuário, que representou 33 mil milhões de libras em 2006, é cada vez mais dominado pelas cadeias de baixo preço que já propõem peças ditas de qualidade.
Num relatório divulgado, dia 8, sob o título «Vítimas da Moda» (Fashion Victims), a referida organização (War On Want), que luta contra a pobreza no mundo, afirma que os grupos britânicos subcontrataram seis fábricas naquele país que empregam mais de cinco mil operários, na sua maioria mulheres.
Ali, mesmo as profissões mais bem pagas auferem salários irrisórios no valor de 16 libras (23,7 euros) por mês, o que corresponde a cerca de sete cêntimos por cada hora das 80 semanais que cumprem regularmente.
O documento nota que os salários praticados estão muito abaixo das 22 libras (32,5 euros) que os citados grupos se tinham comprometido a pagar aos operários e que corresponde ao mínimo vital no Bangladesh. Na realidade, segundo o relatório, o leque salarial começa nas oito libras (11 euros) mensais.
A questão do horário de trabalho é outra das denúncias dos autores do documento. Apesar de as três empresas de distribuição declararem que apenas excepcionalmente são ultrapassadas as 48 horas, o relatório que garante que foram interrogadas pessoas que trabalham até 96 horas por semana sem direito a nenhum dia de folga. O trabalho extraordinário, que frequentemente não é pago, chega a atingir as 140 horas mensais.
Já em Outubro passado, a estação televisiva Channel Four abordara o tema mostrando crianças a laborar nas fábricas do Bangladesh fornecedoras da Tesco, grupo que possui 563 supermercados no Reino Unido. O mercado britânico de vestuário, que representou 33 mil milhões de libras em 2006, é cada vez mais dominado pelas cadeias de baixo preço que já propõem peças ditas de qualidade.